A Farsa Continua
Só quem acha que pode encontrar piolho em cabeça de alho, jura que o episódio de 08 de janeiro em Brasília, foi um levante popular com intuito de acabar com o Estado Democrático de Direito. E isso nem o Papai Noel acredita. E as razões são simples: pequena parcela do povo, sem armas, sem logística, sem liderança, sem o apoio militar, sem bolsões de manifestações em outros lugares do país, sem a imprensa para servir de convocação popular, nem forçando e querendo, dá para digerir que um “golpe” estava em andamento. Quando muito houve uma orgia de quebra-quebra preparado ardilosamente dentro do governo por gente que conhece muito bem táticas de piquetes de greve, invasões de prédios públicos (MST) e guerrilhas urbanas ensinadas pelo PC chinês. Gente, não adianta teimar que houve “golpe” com participações de pessoas comuns, idosos e famílias inteiras que foram participar de um grande ato de protesto, com acampamento na frente do QG do Exército onde a maioria dos “insurretos” acabaram sendo presos. Um episódio negro e mal contado, mas que até hoje o Xandão e uma legião de indivíduos, que pensam igual, teimam em querer vender para o mundo um episódio grotesco, que serviu a bem da verdade apenas, para arrefecer o ânimo dos patriotas contra o Lulapetismo. E mais de mil pessoas estão processadas e presas por crimes “contra a pátria”, fruto de inquéritos policiais mal elaborados, com meias provas, e uma parafernália de delações premiadas extraídas a fórceps para tentar agasalhar uma grande farsa.
E com julgadores suspeitos pela notória simpatia que nutrem pelo Luiz Ignácio e seus asseclas. Não, não cabe querer anistiar inocentes, que estão sentindo na pele a barbárie de um Tribunal de compadres e servis à vontade de um líder, mas exigir uma única impetração de ordem de Habeas Corpus, para ser conhecida e concedida , por um Magistrado de verdade, determinando o trancamento dos processos por absoluta ilegalidade, e determinar a imediata soltura dos réus. Esta seria a medida adequada para o caso em comento, e não a anistia ampla, geral e irrestrita, pois esta serve para agasalhar corruptos, foragido e guerrilheiros condenados à luz da legislação pátria, que são perdoados pelo Estado a fim de alicerçar a paz e a harmonia social. E foi o que aconteceu no final no governo militar. Mas os presos e condenados pelas balbúrdias acontecidas em Brasília, foram vítimas de armadilha urdida por profissionais da bagunça, figuras conhecidas (porque fotografadas em plena ação) mas não fazem parte dos processos. E o presidente da OAB federal bem poderia ser o subscritor do Habeas corpus referido, e o relator um magistrado do STJ, convocado para atuar em substituição aos onze inquilinos do STF, por serem todos eles autoridades coatoras e portanto, tecnicamente, impedidos de
Julgarem os processos em questão. Utopia? Claro, que sim. Porque, infelizmente, não existem mais (nos Tribunais Superiores) Juízes no país…
“Não, anistia não! Os processos são ilegais e baseados em meias verdades, portanto, nulos de pleno direito. Mas, sim, um Habeas Corpus, remédio constitucional válido para trancar ações penais eivadas de parcialidades e suspeições de seus julgadores. Isto se no Brasil ainda vigorasse o primado de Estado Democrático de Direito.”