Estupidez Humana
O triste e lamentável episódio ocorrido anteontem em Brasília, na Praça dos Três Poderes, quando um homem num tresloucado gesto explodiu seu próprio carro e depois atirou uma bomba (mas errou o alvo) contra a estátua da. deusa Themis, localizada na frente do STF, para finalmente com uma outra bomba colocar fim à sua própria vida. A polícia federal em uma investigação sumária trouxe à baila que o homem é de direita, odeia o Xandão e prometeu matá-lo, elencando, também nomes como Sarney e William Bonner como alvos de seu inconformismo político, anunciando ter deixado nas residências destes, artefatos explosivos que deveriam ser desativados. Um desencontro de informações e alucinações de um “lobo solitário” com a marca registrada “made in Brazil”.
Mas é uma ação que reflete muito bem a atual situação política e ideológica do país, com o povo dividido em aceitar ou não o Luiz Ignácio como Chefe da Nação, bem como, conviver com aqueles que têm ideologia diferenciada e disputam o futuro da democracia e do direito do livre pensar. É claro que tais antagonismos são orquestrados por pessoas importantes da República, segundo declarou o Xandão ontem à noite no jornal do SBT, ao comentar o atentado contra o STF, que para ele tudo partiu do “gabinete de ódio” contra a Suprema Corte (referindo-se ao governo do Bolsonaro) que resultou no ato terrorista de “8 de janeiro” para derrubar o governo eleito, felizmente os revoltosas foram exemplarmente punidos, porém o momento, agora, é o de reconciliação nacional. No mesmo informativo o Barroso, Presidente do STF, com voz melosa disse que a hora não é de anistiar ninguém que participou da insubordinação civil que tentou dar um golpe, mas punir quem tem iguais propósitos, pois a impunidade é sempre nociva à democracia. E também pregou a reconciliação. Neste mesmo diapasão o Bolsonaro criticou a ação do suicida e defendeu a unidade nacional e a união do povo. Mas o Luiz Ignácio uma das partes de relevo neste imbróglio, preferiu ficar em silêncio. Situação difícil, não é mesmo. No mesmo noticioso da TV apareceu na Casa Branca o encontro entre Biden e Trump, dois adversários políticos, com ideias politicamente opostas, um dando a mão para o outro, com o atual presidente prometendo uma transição governamental harmoniosa. E no Brasil com a vitória do Luiz Ignácio o Bolsonaro preferiu viajar para os EEUU ao invés de “passar” o governo para seu inimigo. Mesmo nos piores momentos que possa envolver dois “estadistas” a educação dos desiguais impõe protocolarmente a aceitação do dissabor e da derrota. O Bolsonaro nunca deveria ter ignorado esta regra comezinha de grandeza e respeito ao seu inimigo. Sei que não é fácil, mas para preservar o clima de paz entre o povo dividido seria, por assim dizer, um tapa de luva e demonstração de aceitação do novo mandatário para o bem do país. Infelizmente a falta de entendimento entre os ideologicamente diferentes, com ambas as alas destilando ódio, influencia pessoas inescrupulosas e de mentes frágeis a quererem matar os líderes do grupo antagônico. O próprio Bolsonaro sentiu isto na própria pele e sofre até hoje as sequelas de um atentado idealizado por pessoas ainda desconhecidas. Infelizmente a situação política do Brasil não tem clima para reconciliação pois entre os líderes ninguém quer dar o braço a torcer, preferem a divisão social pata cooptar mais liderança, sem pensar no dia de amanhã. Demonstração inequívoca da falta de educação e cultura de um país, pois aqueles que não sabem conviver com os que pensam diferente, não têm a mínima ideia do que seja a democracia…
“País onde o povo está dividido em razão da ideologia, não prospera e nem consegue sair do casulo da ignorância. Saber conviver com os que pensam diferente é um apostolado, difícil é verdade, mas humanamente possível. Só os ignorantes usam da violência porque não conhecem o valor de um vida humana.”