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Nov11

No Tempo da Mimosa

Categorias // Flagrantes do mundo jurídico - Por Édison Vidal Lidos 359

Ouvi dias atrás na rádio BandNews Curitiba, o âncora do programa matinal, comentar com indignação o quanto subiu o preço da carne, do abacate e da laranja, com alegação de que a inflação e a falta de alguns produtos estão encarecendo a vida dos paranaenses. É claro que a inflação por si só já é o fator principal da carestia, reflexo de um desgoverno federal inoperante, e da alta  do dólar, moeda que está atrelada na economia dos países emergentes, que influem de forma direta no custo de vida. Contudo se a comunicação não estivesse tão avançada a ponto de lembrar às populações tudo que acontece no palco da modernidade, com certeza se as notícias preocupantes passassem desapercebidas como acontecia anos atrás,
ninguém seria torturado com a lembrança em forma de marteladas na cabeça que os preços dos alimentos estão pela hora da morte. Lembro, quando era criança, que o chuchu crescia pendurado nas cercas de madeiras, que dividiam os terrenos das propriedades, e a fartura do produto era tanta que na área rural os criadores jogavam os mesmo para os porcos comerem. Hoje em dia, o chuchu é vendido nos supermercados, dentro de pratos de papelão envoltos em plástico, como “artigos” de luxo e com o preço oscilando entre o mais ou menos caro, dependendo do clima e da quantidade colhida na safra. A propósito, quando morei com minha família em Jaguapitã, cidade próxima de Rolândia, um certo morador cultivava no quintal de sua casa algumas árvores de jabuticaba que ficavam carregadas do fruto, ele então cobrava por pessoa um valor que não lembro, para quem quisesse colher e comer a jabuticaba no próprio local, atraindo pessoas que se fartavam de comer as “bolinhas pretas”. Claro que o dono engordava a sua economia. Não há dúvida que a jaboticaba é uma fruta fácil de achar, porém o seu sabor não é mais o mesmo. Nem o figo, muito menos o morango, o pêssego e a laranja. São frutas caras que pesam no orçamento de qualquer pai de família, mas não têm o gosto saboroso de antigamente. E quem comeu uma mimosa na plataforma da estação de trem de Morretes, com certeza, sabe muito bem o que estou escrevendo. A estação de Morretes era entroncamento ferroviário do trem que saia de Curitiba para Paranaguá, com um desvio para a composição que se dirigia  à Antonina. Portanto era parada obrigatória do trem para o desengate de vagões, oportunidade em que os passageiros desciam na plataforma da estação para comprar os produtos da “terra”, como mimosa, laranja, carambola, jabuticaba, rapadura, melado, sendo que as frutas eram acondicionadas em cestos artesanais, feitos  de bambu, com uma alça que o comprador segurava pela mão. Todas as frutas eram saborosas e baratas. As mimosas eram as preferidas. Para tirar a casca era preciso furar com a unha a parte côncava da fruta, para depois então descascar a mesma quando subia o seu cheiro característico que exalava pelo ambulante, bem como, uma nuvem fina de pequenas gotículas que se chegassem nos olhos ardia como pimenta, para daí, então, saborear gomo por gomo o sumo que era próprio néctar dos deuses. O cheiro impregnado na unha levava tempo para sair. No litoral não existem mais plantações de mimosas, e as que são vendidas por aqui nem de longe guardam igual qualidade daquelas que eram encontradas “serra abaixo”. Nem o trem vai mais até o Porto de Paranaguá. É difícil comprar frutas de qualidade e pelo preço que são vendidas elas, muitas vezes, não valem o valor cobrado. A melancia serve de exemplo. Uma vez aberta ao meio aparece a cor vermelha exuberante da fruta, porém, na maioria das vezes, não tem o gosto doce tão esperado. É um engodo. E como não dá para devolver ao vendedor, a frustração fica enredada no prejuízo. Com tanta tecnologia existente é preciso voltar os olhos para a produção rural  das frutas, verduras e legumes para que o gosto e qualidade destes produtos valham o preço que são cobrados, pois os consumidores estão fartos de comprar gato por lebre…


“Os consumidores brasileiros pagam caro os produtos alimentícios de um modo geral, que são de qualidades duvidosas, ficando sempre com o prejuízo. Principalmente as frutas, muitas de aparência exuberante, e conteúdos insossos. Ah, que saudades do cheiro e do sabor das mimosas do litoral paraense, que não existem mais!”

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Blog da Bebel

Thayana Barbosa finaliza temporada do projeto 

No palco do simpático teatro José Maria Santos, na região central de Curitiba, a cantora e compositora Thayana Barbosa encerra a temporada do projeto Toda Pele – Escola no Teatro. Pensado cuidadosamente para dar a estudantes a oportunidade de vivenciar uma experiência completa de assistir a um show musical com todos os detalhes que uma produção profissional oferece, o projeto começou em 2024 e lotou os teatros Cleon Jacques e o Paiol, com um total de público próximo de mil pessoas.

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Academia Feminina de Letras do Paraná dá posse à escritora Bebel Ritzmann

Nesta sexta-feira (21.02),  a Academia Feminina de Letras do Paraná realizará uma cerimônia especial para empossar a escritora Bebel Ritzmann, que passará a ocupar a Cadeira nº 6. O evento está marcado para às 15h, no Teatro Chloris Casagrande Justen, em Curitiba, e reunirá amantes da literatura, admiradores da autora e representantes do meio cultural.

 

 

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MuMA inaugura nova mostra multimídia de Luiz Gustavo Vidal

No dia 05 de fevereiro, às 18h45, o Museu Municipal de Arte, Muma, inaugura a exposição “Mobilidade Criativa”, do artista e mestre em Direitos Autorais Luiz Gustavo Vidal. Na exposição, uma retrospectiva sobre o estudo do tema, iniciado em 2010, apresenta a relação entre “homem, tempo e uso de tecnologias” a partir de desenhos à mão livre, obras de grande formato até Realidade Aumentada. Na ocasião, haverá o lançamento do livro homônimo.

 

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Flagrantes do Mundo Jurídico

Onde Vai o Dinheiro?

Quem neste país não gostaria de saber para onde vai a receita arrecadada pela diretoria brasileira da Itaipu Binacional? Pois é, este é um mistério que poucos sabem, mas com certeza muitos usufruem. E tudo sem uma explicação razoável, porque a receita devida ao governo brasileiro não é fiscalizada pelo TCU. A dita cuja empresa é a verdadeira casa da Mãe Joana, o diretor e demais comissionados podem livremente e a bel prazer destinar o dinheiro arrecadado para quem o governo federal quiser, ou a diretoria decidir, pois os integrantes do Conselho que têm o dever de aprovar referidas contas são pessoas nomeadas pelo próprio Presidente da República, portanto ganham muito bem para ficar de olhos e bocas fechadas.

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A Dúvida Face A Ideologia

É verdade sabida que o STF deixou de lado a imparcialidade nos seus julgamentos quando optou pela politização como razão de julgar, por isto, cada decisão proferida (certa ou errada) gera dúvida e faz balançar a chamada segurança jurídica. E para a democracia é tão ruim como prego na sola do sapato. Por quê? Porque para os operadores do Direito e os jurisdicionados, a falta de credibilidade de qualquer Juiz ou Tribunal, gera o descrédito na Justiça e isto reflete negativamente na ordem cívica do país.

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E Choveu No Molhado

E deu o que tinha que dar. Pois é, tal como era esperado há muito tempo, o STF por unanimidade de votos da sua 1a. Turma de julgadores, recebeu a denúncia (inepta) do Chefe do MP federal para processar o Bolsonaro e seus “golpistas”. Sobre o recebimento da denúncia eu tinha escrito uma crônica sarcástica dando detalhes não só de que a denúncia seria recebido por unanimidade, e que todas as preliminares seriam rejeitadas, como, adiantando no tempo, vaticinei que o ex-Presidente será condenado e preso.

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No balcão sem frescura

Não poderia ser outro!

 Nunca duvidei desde muito tempo que o tal do Dino seria indicado pelo Luiz Ignácio  como candidato ao STF na vaga da Rosa Weber; e a previsão se confirmou

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Italianos e o Churrasco...

Quando criança, íamos passar o final de semana na chácara em São Luiz do Purunã. Me recordo de acordar aos domingos com o sino da igreja soando de maneira extremamente delicada, é algo que até hoje tem um significado

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Festival de Petisco em bares de Curitiba

Os amantes das comidas típicas de bares assim como eu, poderão se deliciar com o 1º Festival de Petisco de Curitiba

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Mamãe, eu quero!

Concerto de Natal beneficente terá entrada gratuita no Teatro Positivo

Apresentação adiciona tecnologia e interatividade a espetáculo de música e dança

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Beakman é presença confirmada no Geek City

Atração promete trazer muita nostalgia e ciência para o evento

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Espetáculo inovador de teatro ilusionista no Ave Lola

O público paga quando quiser no ingresso, ao final do espetáculo

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E-ticket

Viajar de carro no Brasil

Cada vez mais as road trips são um novo segmento de destaque entre os Brasileiros. O resgate de viajar de carro é poder explorar e conhecer sem pressa os encantos de cada região

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Barreado fora de Morretes!!

Com esses dias frios, nada como comer bem. A dica de hoje é uma tradicional receita do litoral Paranaense: o barreado. Mas nem só em Morretes, podemos degustar essa maravilha e por isso mesmo listamos algumas opções locais imperdíveis

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Chope nas alturas

Sim, a notícia mais comentada da semana no setor de Turismo, depois das Olimpíadas, foi a divulgação da companhia aérea holandesa KLM que a partir de agosto, passará a servir chope de barril em seus voos

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Aplausos

Curso: designer de sobrancelhas, um mercado promissor e rentável

Com aulas didáticas e metodologia simplificada, o curso de design de sobrancelhas, ministrado por Livia First, ensina os segredos para quem deseja se aprimorar ou entrar neste vantajoso segmento da estética facial.

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Marisa Monte anuncia shows em Curitiba no Teatro Positivo

Em setembro de 2022, Portas se abrem para os fãs de Marisa Monte em Curitiba

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Positivo faz concerto internacional de Natal no Barigui

Inspirado nos grandes festivais europeus, Clássicos Positivo leva orquestra filarmônica ao parque em duas apresentações, abertas e gratuitas, no dia 11 de dezembro

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