Procura-se Vivo ou Morto.
Nunca na história deste país um ex-Presidente foi tão achincalhado e perseguido como o Bolsonaro, não que ele não tenha feito besteiras no seu governo, muito menos que não tenha deixado um rastro de frustração quando virou as costas para o Luiz Ignácio e foi para os EEUU. Confesso que tem muitas coisas que não gosto do Bolsonaro, por exemplo, sua fragilidade política por não ter sabido costurar com a imprensa uma trégua oportunista; outra coisa, foi ter escolhido muito mal os líderes do seu governo na Câmara Federal e no Senado, o quê prejudicou muito a sua governabilidade. Assim, politicamente falando, no meu sentir, foi um zero a esquerda. E seus filhos serviram sempre de âncora para levá-lo para o fundo do poço. E quando aliou-se com o Centrão caiu no colo do capeta. Contudo, de outro viés, formou a melhor equipe de Ministros de Estado da história da República, com pouquíssimas exceções, além de ter devolvido ao país uma saúde financeira invejável, onde até as estatais tiveram lucros significativos. No campo das relações exteriores não comprometeu em nada a imagem do Brasil no contexto com as demais nações. E tirante o episódio das joias (circunstâncias ainda envolta em nebulosidade) nada consta, porque daí sim seria um prato cheio para seus adversários, que tivesse se beneficiado da rex pública. Em outras palavras: “não colocou as mãos no jarro!”
Vamos e venhamos, não se pode minimamente comparar o governo do Bolsonaro com o do PT da dona Gleisi. E nem o Luiz Ignácio que tanto enriqueceu no governo, sempre escolheu pessimamente os seus ministros de Estado, enterrou o Brasil economicamente, dilapidou o erário com benesses feitas para países ditatoriais, causou prejuízos às estatais, além de se indispor quando viaja para o exterior com países tradicionalmente amigos, e mesmo assim, não é tão desconsiderado moralmente pelos críticos e metidos a legalistas do que o Bolsonaro. Esta turma prefere ver o ex-Presidentes no presidio de segurança máxima, por ser um “golpista” (?) e notório terrorista que “teria” querido impedir a posse de seu sucessor, do que obstar o desmanche do organismo estatal brasileiro e de sua democracia como tem agido o atual mandatário. Claro, pois contra o Luiz Ignácio e por tudo que está acontecendo no país, inclusive com os desmandos do STF, os pensadores endinheirados e donos da verdade querem e preferem que tudo permaneça como está. Estão acreditando no
Lobo mau. Mas quanto ao Bolsonaro e todos os malditos bolsonaristas e motociclistas, eles querem que todos acabem nas masmorras. Com certeza, também, porque odeiam o ronco das motocicletas. Evidente que ainda estamos num país democrata onde existe o livre pensar, o direito sagrado de cada brasileiro ter sua opinião, pois o quê seria do verde se todos gostassem do amarelo? Tá, se você não gosta do que eu escrevo, é claro que você tem uma opinião diferente da minha, leia, mas se você quiser emitir seu ponto de vista, responda mas saiba criticar sem a ferocidade de um primata. Por quê? Porque nem eu e nem você somos donos da verdade. Mas que o Luiz Ignacio é ladrão e mentiroso não é nenhuma ofensa, e sim, verdade sabida. O mesmo não se diga do Bolsonaro. Que o Capitão não sabe usufruir da política é uma afirmação verdadeira; e que o Luiz Ignácio dá de mil a zero no Bolsonaro quando se trata de política, ninguém pode duvidar. Só que o Bolsonaro, hoje, pelo prato requentado pela polícia federal em relatório conclusivo de um “golpe” que não aconteceu, colocou o dito cujo “golpista” na mira de fogo do Xandão. Agora só está faltando que o “nosso” honrado Xerife (togado) mande sua polícia colar em todos os postes das cidades, o famoso cartaz do tempo de Velho Oeste americano com as palavras: “Procura-se vivo ou morto”. É claro com a foto do Bolsonaro em sua motocicleta, na frente de outros motoqueiros do mal, no momento em que tentavam invadir o Palácio do Planalto…
“Entre um governante que quis (?) através de um “golpe” desestabilizar um Estado Democrático de Direito; e o outro que pretende acabar com a Democracia para instituir um Estado ditatorial, não existe diferença alguma. Dependendo do lado que o crítico esteja, um é condenado e o outro absolvido. Prova inconteste: “em cada cabeça uma sentença.” Favor, pois, respeitar a opinião alheia.”