Mulheres da Nossa História
Mulheres da Nossa História (Crônica No. 3.880). Hoje, 13 de novembro de 2.024, quarta-feira. Em uma disputa para Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (biênio 25/26) ocorrida na última segunda-feira, com quatro candidatos (duas mulheres e dois homens) todos altamente qualificados e com biografias irretocáveis, foi eleita na sessão do Colendo Tribunal Pleno composto por todos os desembargadores, a desembargadora Lidia Maejima , que ficará responsável por dirigir a referida Corte de Justiça e zelar pelo prestígio e a história do Poder Judiciário Estadual. Descendente da Terra do Sol Nascente, Lídia angariou entre seus pares o respeito e admiração pelo intenso trabalho como Magistrada, sem jamais esmorecer quando se dispôs a concorrer a tão relevante cargo, antes nunca ocupado por uma mulher. Coube a ela o privilégio de ser escolhida para ser a primeira mulher Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná. Fato inédito no Judiciário paranaense levando em conta, também, a História mais do que centenária de seu Tribunal. Enquanto alinhavo estas linhas penso nas outras mulheres que fizeram da Toga a realização de seus sonhos, com certeza a dra. Lilian Lopes, se não a primeira Juíza a integrar a Carreira, mas sem errar, uma das primeiras, que nos idos de quarenta e cinquenta do Século passado foi uma desbravadora por ter judicado em comarcas do interior do estado ainda insipientes, cidades acanhadas e estradas precárias. Foi uma mulher além do seu tempo. Coube a des. Regina Helena Portes a honra de ter sido a primeira mulher a ocupar o cargo de desembargadora do Tribunal, tendo sido um exemplo pela sua capacidade e discernimento de prestar a jurisdição com absoluta imparcialidade e operosidade. Coube a ela abrir as portas do Segundo Grau de Jurisdição para a entrada de outras Magistradas, igualmente vocacionadas e comprometidas com o árduo trabalho de julgar. É claro, como mulher pioneira e também jurista de escol, vale sempre lembrar da saudosa guarapuava Denise Arruda, a nossa desembargadora que foi a primeira mulher nomeada do Paraná para o honroso cargo de Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de Brasília. Mas se estas figuras especiais podem ser consideradas mulheres de Toga que pelo desprendimento e tenacidade chegaram em primeiro lugar onde se propuseram alcançar, é claro que outras tantas delas, algumas que vivem na memória, outras aposentadas e muitas em atividade no Tribunal, merecem igual carinho e apreço pelos caminhos que percorreram na Carreira. Gostaria de citar todas, mas o espaço é pequeno, anoto alguns nomes como reconhecimento e homenagem, mas que de igual todas as demais não referidas merecem idêntico respeito e apreço: desembargadoras Conchita Toniolo, Dulce Cecconi, Joeci Camargo, Lenice Bodstein, Maria Aparecida de Lima, Maria Aniceto, Maria José Teixeira, Themis Furquim, Ana Lourenço, Denise Kruger, Lilian Romero e Elizabeth Rocha. E bem que dizem, que o mundo é das mulheres, o que não deixa de ser verdade, pois são elas que dão a vida, escrevem suas próprias histórias, são guerreiras e fazem do cotidiano a transformação para um mundo melhor, mais solidário e harmonioso. Não fossem os homens predadores e inconsequentes, com certeza o ambiente social seria mais tranquilo e menos violento, porque as mulheres são rosas no meio de espinhos…
“As mulheres do Tribunal de Justiça do Paraná merecem todas as homenagens pelas suas dedicações e serviços prestados aos jurisdicionados; todas elas, sem exceção, dão brilho a Toga que vestem ou vestiram. E agora pela primeira vez na história do Judiciário, uma desembargadora Lídia Maegima, foi eleita para ocupar a Presidência do TJ.
Um fato relevante e histórico que enaltece as mulheres pela competência, respeito e dignidade com que atuam na vida pública.”