Prevenir Para Evitar o Pio
Para um bom observador do comportamento humano e dos fatos do cotidiano, as autoridades brasileiras, sem exceção, não fazem a mínima questão de saber sobre o pensamento majoritário do povo e nem são previdentes, porque não buscam satisfazer a opinião pública e são sempre os últimos a apagar o fogo quando este já destruiu todo patrimônio. Quanto ao primeiro tópico vale referir que nos seus propósitos os detentores de cargos públicos relevantes devem sempre nortear suas ações com o objetivo de alcançar a satisfação da comunidade há que servem a fim de preservarem a harmonia social, sem se perderem nos desvios de seus próprios interesses, sabidamente (e quase sempre) nocivos e causas geradoras do desprestígio e desonra pessoal. Observação também válida àqueles que tem o dever de zelar pela boa prestação jurisdicional para apaziguar ou preservar a harmonia social. Decisões de desagrado geral dos jurisdicionados servem de estopim para a insatisfação coletiva, além, de ferir de morte o senso comum de Justiça. Entre a Lei e a Justiça esta sempre deverá prevalecer. Estas são normas comezinhas que não arranham nunca o chamado prestígio de autoridade. Contudo, as observações trazidas à colação quase sempre são ignoradas e desrespeitadas por quem detém o poder. Por isto, a crise dos Poderes da Republica que inviabilizam a Unidade do povo, a Harmonia social e a Ordem nacional. E quanto a falta de prevenção como fator indispensável para evitar o infortúnio do previsível? Lembro de servidores públicos que ao ingressarem no emprego acham que vão viver para sempre e que nunca vão precisar de atendimento médico, por isto, não fazem seguro de vida e nem abrigam a família dentro dos planos de saúde. Claro que para celebrar um contrato de seguro de vida ou para que este sirva de proteção patrimonial, o custo é mais suportável do que conceder abrigo familiar nos vários Planos de Saúde, porque os valores cobrados mensalmente são (para o salário médio dos trabalhadores) quase estratosféricos. Felizmente no Brasil as pessoas de menor poder aquisitivo podem muito bem se socorrer da assistência médica e hospitalar de excelência, ofertada pelo INSS. Embora com certos dissabores quanto ao pronto atendimento clínico mas a prestação de serviço, no geral, não deve nada para igual modelo de assistência pública prestada pelos países mais ricos. A diferença entre os dois atendimentos - dos planos de saúde e do serviço público - está apenas na melhor presteza de atendimento e pela acomodação hospitalar, porém, ambos têm idêntica qualificação médica. Mas quem têm melhor disponibilidade financeira não deve olvidar de ter Plano de Saúde. Como dito, para melhor conforto. E de igual forma, um seguro de vida, para garantir minimamente o futuro da família. Estas são cautelas válidas para aqueles que prezam e protegem seus familiares. Contudo, as autoridades públicas, agindo de maneira oposta, não previnem ninguém e nada contra a violência de pessoas desajustadas e delinquentes contumazes. É preciso que aconteça o pior para a adoção de posterior medida protetiva. No episódio de Brasília onde um suicida atentou contra a sede STF, que felizmente não houve outras vítimas e nem dano, é um exemplo típico de omissão e descaso dos setores policiais. Só depois do acontecido é elaborado planejamento de proteção para o local. Só não houve uma tragédia maior por mero acaso. O mesmo não aconteceu na “Boate Kiss”
(RS) quando os bombeiros não fiscalizaram as condições adequadas para o funcionamento comercial do do imóvel, ocasionando a morte de dezenas de jovens. Este um exemplo dentre milhares de acontecimentos que enlutam famílias pela absoluta falta de fiscalização dos agentes públicos. Portanto, é forçoso admitir que os responsáveis pela Segurança Pública são omissos por não se importarem em prevenir as tragédias, são meros ocupantes de cargos públicos, que só se prestam para enxugar o gelo depois destes derreterem…
“Na área de Segurança Pública prevenir é melhor do que remediar. Não adianta só perseguir o criminoso depois do mal que ele praticou; e o planejamento protetivo é que deveria estar em primeiro lugar. Daí as importâncias dos órgãos fiscalizadores para prevenir a fim de evitar o pior. E das Polícias Militares para inibirem as ações dos delinquentes”.