Como a vida proporciona surpresas boas e em outros momentos nem tanto, mas tudo isto serve para temperar o presente de Deus por ainda estarmos no caminho da existência, enquanto não somos chamados por Ele para darmos lugar aos que ainda estão por vir. Este o ciclo da vida. E por incrível que pareça temos amigos que nem conhecemos, só porque nos acarinhou com um presente, fez boas referências ao nosso nome, e porque luz de sua biografia passamos a admirá-lo. Eu tenho vários amigos com que nunca convivi, conversei ou fui apresentado, mas tenho profundo respeito e carinho.
Na pessoa que vou comentar eu dias atrás recebi, por intermédio de seu filho, com especial dedicatória, um dos livros de sua autoria, talvez a única obra feita sem falar da história de seu antigo e glorioso Exército Brasileiro, para uma leitura que ele próprio definiu
como “… um banco de CITAÇÕES, muito útil, na visão deste compilador, para motivar palestras e aulas, sintetizando, no momento adequado, os objetivos e/ou pontos principais do tema a ser tratado, através conceitos precisos, espirituosos ou irônicos expressos por cronistas, filósofos, políticos, especialistas ou mestres.”
Confesso que folhei diversas páginas e me deliciei com muitas das CITAÇÕES pela genialidade de seus autores, imperdível para uma leitura sempre oportuna. E o meu amigo que não conheço pessoalmente? Quem serviu no 5o. GACAP (Curitiba) ou a 17a. Brigada de Infantaria de Selva (Porto Velho/Rondônia) por certo foi seu comandado; ou cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ou o Curso de Política e Estratégias Aeroespaciais poderia, também, ter sido um de seus alunos, e com certeza auferido ótimos ensinamentos de amor à Pátria e a Constituição Brasileira. É claro que estou me referindo ao meu amigo General Superior César Augusto Nicodemus de Souza, membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, um intelectual, conferencista e escritor emérito. No livro que ele me presenteou cujo título é “CITAÇÕES de ontem, hoje e para sempre”, edição da Vitória Gráfica & Editora, o autor, como já referido, trouxe à baila um rol incrível de frases articuladas por pessoas que transformaram suas observações do cotidiano em pílulas de sabedoria. Ciro algumas delas, para deleite dos eleitores, pela atualidade de seus temas. “O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas públicas devem ser reduzidas” (Marcus Túlio Cícero, 55 AC, em Roma);
“Com raiva, conte até 10; com muita raiva até 100” (Thomás Jefferson, 1.825);
“O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato” (Barão de Itararé); “É impossível atravessar uma multidão levando a chama da verdade sem queimar a barba de alguém” (George Christoph); “O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê” (Platão”; “Ainda que existisse somente uma verdade, poder-se-ia pintá-la de cem maneiras diferentes” (Pablo Picasso); “A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.” (Patrícia Dunn); “O poder não corrompe os homens, mas os tolos; se eles adquirem uma posição de poder, eles a corrompem” (Bernard Shaw); “Não contem à mamãe que eu entrei para a Política. Ela ainda pensa que toco piano naquele bordel” (de um anônimo envergonhado); “Nenhum homem pode gozar inteiramente as benesses da liberdade, a nênia que esteja sempre vigilante quanto a sua preservação” (Douglas MacArthur); e a azeitona da empadinha : “Alguns Juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça” (Bertold Brrcht). E tem muito mais. Este o livro do meu amigo, um presente inesquecível que guardarei com especial cuidado na minha biblioteca, para passar os olhos de quando em quando. E por aqui encerro esta crônica domingueira, na esperança que ela possa servir para alegrar o dia e pensar nos amigos que nos são caros…
“Quem não sabe cultivar amigos passa pela vida sem conhecer pessoas, que não sendo sangue de nosso próprio sangue, são como se fossem de nossa família. Mesmo sem a presença física eles vivem na nossa memória, porque nunca esquecemos, pois fizeram ou fazem parte de nossos momentos. Ter amigos é um privilégio e uma honra, porque nos torna mais humanos.”